Quem compra um veículo automático precisa considerar que os seus custos de manutenção são diferenciados. Um carro com câmbio manual geralmente terá reparos mais simples e baratos, mas com uma maior frequência, principalmente no sistema de embreagem.
O cambio automático dispensa a embreagem e costuma ampliar a vida útil de componentes do motor, transmissão, suspensões e freios, ao realizar as trocas de marchas no momento certo e controlar a agressividade do motorista. Após alguns anos de uso, a soma das despesas de oficina de modelos convencionais e automáticos costuma ficar muito próxima.

Aposte em prevenção

A durabilidade do cambio automático está diretamente ligada ao cuidado que o motorista dispensa ao veículo. Após a compra, o ideal é consultar as tabelas de manutenção no manual do proprietário, com atenção aos prazos de troca do fluido hidráulico e filtro. Quanto mais perfeita estiver a lubrificação, menor será o desgaste.
Pela mesma razão, outra recomendação fundamental é corrigir qualquer vazamento o mais rápido possível. Mas, mesmo para sanar um pequeno problema, o mecânico precisa ser um especialista, ou poderá danificar o câmbio nas operações de desmontagem e montagem.

Fique atento na escolha da oficina

Como a transmissão automática é complexa e depende de vários outros sistemas para funcionar corretamente, inclusive eletrônicos, a escolha de uma oficina capacitada deve ser feita com cuidado.
Primeiro busque indicações. Encontrar pessoas que possuem veículos parecidos, fizeram reparos no câmbio e aprovaram o serviço é um bom começo. Ao visitar os locais, é importante avaliar a organização, limpeza e presença de ferramentais e manuais de serviço. Os bons profissionais também se orgulham em exibir as suas certificações e diplomas.
Ainda não há uma certificação de qualidade específica para oficinas que trabalham com automáticos, mas vale a pena cuidar se os técnicos apresentam diplomas de cursos na área. (E não é vergonha perguntar por eles!)

Fique atento a pequenas alterações

Quando um câmbio automático apresenta uma quebra grave e cara, na maioria das vezes, o problema começou com uma pequena falha que foi ignorada. Então, um cuidado fundamental para se reduzir a conta da oficina é levar o veículo para uma revisão ao menor sinal de problema.
Uma quebra grave como o veículo simplesmente não conseguir andar já deu sinais de sua chegada muito antes: segundo estudos, entre os sintomas estariam vazamentos de fluidos (que teriam secado as engrenagens resultando em defeito). Para evitar que se chegue a esse ponto, qualquer poça de líquido avermelhado no chão da garagem deve servir de alerta.
Como alguns defeitos aparecem de vez em quando, a ajuda do dono é fundamental para que o especialista consiga fazer o diagnóstico correto. Nesses casos, o melhor é contar em detalhes o que está acontecendo e fazer o teste junto com o mecânico. Também nunca se deve esconder ou minimizar uma anormalidade. O prejuízo pode ser grande.

Busque a média dos orçamentos

Diante de um problema no cambio automático do veículo, o ideal é obter vários orçamentos para o reparo. A análise dos diagnósticos deve ser feita com calma e levando em consideração a impressão que ficou de cada oficina. Valores altos ou baixos demais devem ser evitados.
Para ganhar o serviço, muitos reparadores ainda preferem oferecer a “solução milagrosa”, trocando o mínimo necessário para anular a falha de imediato. São as piores propostas. Consertos superficiais geralmente sobrecarregam e quebram outras peças. O problema se torna crônico e cada vez mais caro. Muitos desistem e acabam vendendo o carro.

Exija garantia

Após fazer um reparo na transmissão automática, o proprietário deve exigir as notas fiscais das peças e serviços, além de um documento de garantia da oficina. Pode parecer exagero, mas a maioria dos bons profissionais oferece automaticamente essa tranquilidade aos clientes.

 

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